Charge: Bruce Dickinson canta “Aces High” -> versão Flight 666 Brasil :-)

•Wednesday, January 6th, 2010 • 1 Comment

Pessoal,

essa é para descontrair um pouco… achei muito engraçado este vídeo do Charges brincando com o fato do Maiden ter usado seu próprio avião e piloto para voar a banda na última world tour…

Aperto aqui... puxo ali ... vai quicar... mas não cai ... ÁÁÁÁÁ

Aperto aqui... puxo ali ... vai quicar... mas não cai ... ÁÁÁÁÁ

Confiram o vídeo aqui: bruce-dickinson-canta-aces-high

Pelo menos, o avião pousou em todos os lugares, né? E que bom que o site soube brincar também, colocando um disclaimer aos mais radicais sobre o fato do Bruce ser um piloto profissional… e Eddie estava por lá também… :-)

Obs.: pessoal, voo internacional é no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, não em Congonhas… :-)

[ ] ‘ s,

Eduardo.

Kiss discografia 31a parte – Álbum: Psycho Circus

•Monday, January 4th, 2010 • 5 Comments
 

Nesta resenha abordaremos um novo álbum inédito com a formação original e convidados invisíveis, além da terceira incursão em nossas terras e dados das turnês do Kiss no fim da década de 90 e início do novo milênio.

A capa da edição brasileira simples do cd Psycho Circus

ÁLBUM: PSYCHO CIRCUS

  • Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Frehley, Peter Criss
  • Lançamento: 22/09/98
  • Produtores: Bruce Fairbairn
  • Primeiro Single: Psycho Circus  em 08/98
  • Segundo Single: You Wanted The Best  em 11/98
  • RIAA Gold Certification em 22/10/98
  • O Álbum atingiu #3 nas paradas

 

Em detalhe na capa do cd - o efeito 3D.

Faixas:

1. Psycho Circus – 5:30 6. You Wanted The Best – 4:15
2. Within – 5:10 7. Raise Your Glasses – 4:14
3. I Pledge Allegiance to the State of Rock & Roll – 3:32 8. I Finally Found My Way  – 3:40
4. Into The Void – 4:24 9. Dreamin – 4:12
5. We Are One – 4:41 10. Journey of 1,000 Years – 4:49

Após o grande sucesso da Alive/Worldwide Reunion Tour, o Kiss se vê diante de um novo desafio: o lançamento de um novo álbum com a formação original. Desde 1979 com DYNASTY a banda não se reúne para tal empreitada.  Podemos na realidade, considerar LOVE GUN em 1977, como o último onde os quatro membros originais participam de forma ativa e quase igualitária, já que em DYNASTY, Peter Criss somente participa de Dirty Livin´, onde toca bateria e canta.  Bob Ezrin é novamente cotado para a produção do álbum, mas como Ace nunca foi um grande fã do produtor, e também por causa de compromissos do próprio Ezrin, a idéia ou seu rumor é descartada.

Em 04/01/1998 o Kiss entraria no estúdio para duas semanas de pré-produção onde seria iniciada a apresentação de composições demos dos membros e, com Bruce Fairbairn (responsável por álbuns como Slippery When Wet e New Jersey do Bon Jovi e Permanent Vacations, Pump e Get a Grip do Aerosmith) na produção, haveria a escolha do repertório para o álbum.  Cabe aqui ressaltar que o retorno de Ace e Peter não garantiria igual poder na votação de qualquer rumo para a banda, visto que Gene e Paul, em termos de poder, após a saída dos membros originais, detiveram a banda funcionando, quase exclusivamente sobre os seus comandos e não permitiriam que o retorno dos membros originais alterasse esse “Status Quo”.  Desta forma, de quarenta a cinquenta músicas apresentadas, Bruce Fairbairn classifica duas listas: A e B.   Na lista A constariam We Are One, I Am Yours, Into The Void, I Wanna Rule The World, Rain Keeps Fallin’, It’s My Life, Within, Killing Joke, Everyday Above Ground, You Wanted The Best, I’m Back.  Na lista B estariam Carnival Of Souls (uma sobra do álbum anterior que poderia ser recolocada em que seria remontada como PSYCHO CIRCUS, dependendo do encaixe ao tema do novo álbum), Rotten To The Core, Everybody Knows, Everybody Knows Somebody, Hunger, Master Of Flesh, Turn To Stone, Star Child, Gonna Be Alright, In Your Face, Spirit Is Willing, Rocket ?, ??? Takes A Trip.  É importante ressaltar que algumas dessas canções eram apenas títulos de canções, já que Gene constantemente compunha canções a partir de títulos ou idéias tema.  De qualquer forma Peter e Ace estavam tentando participar das canções incluídas no álbum: Algumas das contribuições de Ace, como Life & Liberty, Shooter and You Make Me Hard, foram descartadas de cara. As esperanças de Peter ficavam na balada chamada Together, co-escrita por Tommy Thayer.  No fim de janeiro, Ace cria novas demos em separado com Karl Cochran, que escreveu uma das demos inteiramente, com Ace participando apenas com o solo e as letras. Essa música se transformaria em Into The Void e entraria no álbum. A seguir começam rumores principalmente via internet que músicos extra-banda estavam gravando o álbum.  Um dos mais citados era Bruce Kulick que acaba declarando que apenas havia participado da pré-produção com ajuda na realização de demos com Paul Stanley, e que não fora convidado para participar do álbum. A banda trabalharia até o final de abril na gravação do álbum, e posteriormente se confirma que o álbum conta notadamente com convidados extra-banda, já que as participações de Peter e Ace se limitaram a vocais e nos seus instrumentos apenas em Into The Void e You Wanted The Best (Ace) que seria a primeira faixa do grupo em toda a história da carreira contendo os quatro membros nos vocais.  As outras e principais participações na bateria e guitarra solo são feitas por: Bruce Kulick na introdução em solo de guitarra em Within e  Tommy Thayer que faz a guitarra solo em todas as faixas. Kevin Valentine toca bateria em todo álbum, exceto em Into The Void.  Além desses convidados  Bob Ezrin participa no piano elétrico (Fender Rhodes) em I Finally Found My Way e Shelly Berg faz o complemento em  piano também em  I Finally Found My Way e Journey of 1,000 Years. Gene Simmons atribui 3 estrelas ao trabalho (numa escala até 5), Paul Stanley o avalia com 4 estrelas e Ace Frehley também dá 3/5 estrelas, embora ache que o álbum poderia ser melhor, se ele e Peter Criss pudessem tocar mais no mesmo. A decisão de que ambos não tocassem em PSYCHO CIRCUS partiu de Bruce Fairbairn, pois durante a pré-produção o produtor não gostou do desempenho apresentado por Criss e Frehley.  Contribuiu também o prazo sempre apertado para gravação do trabalho, pois, segundo Mike Plotnikoff , engenheiro de som do álbum, seria necessário talvez um ano para que Ace e Peter pudessem gravar tudo que lhes coubessem como membros participativos do projeto. 

Na contracapa em destaque a formação original com seus personagens.

Há um hiato desde o final das gravações em junho e o seu lançamento em setembro de 1998.  Durante este período, há um vazamento (outra vez !!!) da música Psycho Circus, quando em 13/07/98, a estação de rádio WRAT em Point Pleasent, New Jersey, a executa várias vezes,  para delírio dos fãs da banda.   Alguns dias e muitas execuções depois, a gravadora Mercury Records impõe uma ordem judicial para interrupção da execução da música. Em 15/07/1998, depois de vários problemas contratuais e atrasos, um projeto do tipo Box Set, apenas a ser lançado no Japão, sai da gaveta e é intitulado de “The Originals 1974-1979″. O box contém os nove primeiros álbuns, excluindo-se o DOUBLE PLATINUM e os álbuns solo de 1978.  A edição em vinil colorido contém encartes originais e adicionais num pacote especial custando trezentos dólares e limitado a duas mil e quinhentas cópias. Em 17/07/1998 outra rádio em Detroit executa Psycho Circus, e logo a seguir em agosto de 1998 uma cópia avançada do álbum inteiro vaza pela internet.  O Single Psycho Circus (que contém a música “In Your Face” com Ace Frehley nos vocais, somente incluída na versão japonesa do álbum) finalmente é lançado em no mesmo mês e atinge o primeiro lugar entre nas paradas das rádios.  Em 15 de setembro o vídeo de Psycho Circus em 3D é lançado no Mann’s Chinese Theatre em Hollywood, CA. A MTV se recusa a tocar o vídeo, até que o álbum atinja Gold Certification, e se justifica pelo sentimento que a emissora tem que a banda não atenderia aos gostos de seus telespectadores.  Mesmo depois de atingir Gold Certification, a MTV mantém sua recusa na divulgação do vídeo, numa clara tendência de influenciar seu público a não aceitar o trabalho da banda. Esta recusa colabora para que a banda lance em vídeo (VHS) a música Psycho Circus, num pacote com óculos 3D.  A seguir, a gravadora divulga em um press release, ter um grande prazer em lançar do novo álbum da banda PSYCHO CIRCUS, o primeiro gravado com os quatros membros em vinte anos. Em detalhes, o press release ainda informa que o álbum é produzido por Bruce Fairbairn, contém 10 músicas e seria lançado em 22/09/1998, consolidando o retorno da fase clássica da banda.  O projeto gráfico seria totalmente original, mantendo a tradição de inovação da banda.  Uma semana após o lançamento, em 01/10/1998, PSYCHO CIRCUS é agraciado com a mais alta posição em um lançamento do KISS nas paradas Billboard, atingindo terceiro lugar e vendendo quase cento e dez mil cópias. Este fato superaria o quarto lugar de LOVE GUN, mas infelizmente, mantendo a tradição dos anos 90, o álbum cairia nas paradas rapidamente a seguir.  Em 28 de outubro de 1998, o álbum receberia RIAA Gold Certification, sendo o vigésimo terceiro álbum da banda a atingir tal fato, deixando apenas (MUSIC FROM) THE ELDER, GREATEST KISS e CARNIVAL OF SOULS sem tal certificação.

Na parte interna do cd simples brasileiro, a temática do circo bem estilizada que serviria para o tema dos shows da turnê.

Em 30 de outubro de 1998 a banda se encontra em preparativos finais para seu show de Halloween, ensaiando no Dodger Stadium a música Flaming Youth, que não era tocada há muito tempo. Apesar de ensaiada, a música não é incluída no show de 31/10/1998 (disponível no DVD Kissology  Vol 3, disc 2 e 3), que contém no seu longo set-list vinte e duas músicas, entre elas, She, Nothin´to Lose e três novas canções de PSYCHO CIRCUS: Psycho Circus, Into The Void, e Within.  Com mais pirotecnia, o show também inclui muitos efeitos especiais, principalmente em 3D e lasers, trazendo desta vez a indumentária característica da turnê do álbum DESTROYER. Ace Frehley recebeu da fabricante de guitarras Gibson em 1997 o seu próprio modelo, o Ace Frehley Signature Model Les Paul Guitars, que utilizaria desde então em todos os shows do KISS a partir desta turnê.  Em 23/11/1998 You Wanted The Best é lançada como segundo single do novo álbum, substituindo a idéia original de lançar Within, devido ao seu maior apelo comercial.  A turnê mundial começaria oficialmente em 12/11/1998 em Boston.  Embora o set list não varie muito desde o show de Los Angeles, Makin Love é incluída e She e Nothin’ To Lose são descartadas. Desde o inicio fica claro que a nova turnê não conseguiria atingir o mesmo sucesso da anterior (Reunion Tour), com a venda de menos de vinte mil ingressos, dos vinte e cinco mil disponíveis em cada noite de Boston. Numa média, a primeira parte da turnê que se estendeu até o show de Nashville Arena em 02 de janeiro de 1999, vendeu aproximadamente setenta e cinco por cento dos ingressos disponíveis. Ainda em 11/01/1999 a banda participaria do American Music Awards como apresentadores do prêmio de melhor Pop/Rock álbum e a seguir se apresentaria ao vivo na mesma cerimônia com grande receptividade.  No dia seguinte o vídeo Psycho Circus é certificado como Platina, pelas vendas de cinqüenta mil cópias, enquanto o longa em vídeo The Second Coming (abordado no post anterior) atinge Platina por cem mil cópias vendidas. Isto mostra que os vídeos da banda vendiam muito bem, embora os recentes álbuns não atingissem o desempenho esperado, principalmente em relação aos lançamentos antigos.  Em 16 de janeiro, Gene Simmons apresenta numa convenção típica de artefatos de horror, na New York Fangoria Convention, um clip do fime Detroir Rock City, a ser lançado futuramente. Em 26 de janeiro a banda estaria apresentando o filme para executivos de TV. No fim de janeiro, a banda participa no show prévio ao jogo do Super Bowl, dublando uma versão de Rock And Roll All Nite, que foi gravada no soundcheck do show em Meadowlands em Dezembro.  Com a banda preparada para a 2ª parte da turnê na Europa, em 23/02/99 há o lançamento de uma edição especial de PSYCHO CIRCUS, contendo um EP bônus com músicas ao vivo gravadas na turnê americana. As músicas do EP são Psycho Circus, Let Me Go Rock ‘N Roll, Into The Void (com solo de guitarra de  Ace), Within (com solo de bateria de Peter), 100.000 Years, e Black Diamond.  As faixas foram gravadas no ISA Hulman Center em Terre Haute, Indiana, em 12/12/1998 e no Market Square Arena em Indianapolis, Indiana em 13/12/1998.  O lançamento desta edição especial gera reclamações dos fãs americanos que se vêem quase como que obrigados a adquirir uma nova cópia do álbum (em versão importada) para conseguir adquirir o EP bônus.

A capa do cd brasileiro com o EP ao vivo não mostra a simulação do efeito 3D.

Em 24/02/1999, a banda participa pela primeira vez do Grammy, com o vídeo “Psycho Circus” indicado para o prêmio “Best Hard Rock Performance”, perdendo o prêmio para os veteranos Page/Plant (“Most High”).  A parte européia da turnê de PSYCHO CIRCUS se inicia em 26/02/1999 em Helsinki (Finlândia) e abrange vinte e dois shows, concluídos na Alemanha em 28/03/1999.  Em 31/03/1999 uma turnê na Rússia é anunciada, mas acaba sendo cancelada devido aos sentimentos anti EUA na Rússia devidos a ação militar americana na Sérvia. Ainda na PSYCHO CIRCUS tour uma pequena turnê sul-americana é adicionada com o total de cinco shows iniciados na Argentina em 10/04/1999 e finalizando em 24/04/1999, na Cidade do México.  Em particular podemos destacar que em 15 e 17/04/1999 o Kiss faz dois shows em nossas terras, tocando respectivamente em Porto Alegre para aproximadamente quarenta mil pessoas e a seguir em São Paulo para cinqüenta e três mil pessoas.

Os cds da edição dupla que contém o EP Bonus ao vivo.

Ainda em 1999 a banda apresentaria o filme Detroit Rock City, filmado principalmente no  Cedarbrae Collegiate Institute em Scarborough, Ontário – Canada, e outras locações em também em Ontário.  Em seu enredo, o filme mostra quatro adolescentes, que tocam numa banda cover do Kiss, tentando superar todas as dificuldades para ir a um concerto do Kiss em 1978, em Detroit. Na premiére do filme, o Kiss tocaria para duas mil pessoas no estacionamento da universidade UCLA em Los Angeles em 09/08/1999 (disponível no DVD Kissology Vol 3, Disc 3). O filme seria lançado em 13/08/1999 e venderia quase cinco milhões de dólares nas primeiras semanas de lançamento, e praticamente desapareceria um mês e meio após.  Em termos de curiosidade, há certos erros cronológicos na época em que se passa o filme e as canções executadas.  A músicas Makin It (David Naughton) e Highway to Hell (ACDC) somente seriam lançadas em 1979, embora o filme se passe em 1978.  Também há o fato que durante a turnê Alive II, o Kiss nunca tocou no Cobo Hall Arena, conforme relata o filme. Para o áudio da cena final, onde a banda toca Detroit Rock City, o KISS se reuniu em estúdio e gravou uma nova versão da música. A banda voltaria a participar de shows apenas em 29/10/1999 no parque da MGM para um reduzido publico de mil pessoas e a seguir na batizada Psycho Circus Millennium Tour, em 31/12/1999, para um especial da véspera de virada do milênio, no BC Place Stadium em Vancouver no Canada, para vinte mil pessoas e em 03/01/2000 para oito mil pessoas no Sullivan Arena em Anchorage, Arkansas, EUA.  Na trilha sonora do filme há uma inédita música da banda que fecha o álbum, composta por Diane Warren, uma conhecida “Hit Maker” por criar sucessos para artistas como Cher, Celine Dion, Toni Braxton, Aerosmith (“I Don´t Want To Miss a Thing”). Nesta música há as participações de Bruce Kulick no baixo e de Steve Ferrone na bateria e somente Paul Stanley da formação da banda. No mais, a lista de músicas desta trilha sonora mistura grandes clássicos dos anos 70, alguns revisitados por artistas contemporâneos, como se segue:  The Boys Are Back in Town (Everclear), Shout It Out Loud (Kiss), Runnin’ With The Devil (Van Halen), Cat Scratch Fever (Pantera), Iron Man (Black Sabbath), Highway To Hell (Marilyn Manson), 20th Century Boy (Drain STH), Detroit Rock City (Kiss), Jailbreak (Thin Lizzy), Surrender (Cheap Trick), Rebel Rebel (David Bowie), Strutter ( The Donnas), School Days (The Runaways), Little Willy (Sweet) e Nothing Can Keep Me From You (Kiss).

O Cd brasileiro da trilha sonora do filme Detroit Rock City.

A seguir, o grupo anuncia ainda em 2000 que faria a sua turnê de despedida.  A turnê KISS Farewell Tour se estenderia de 11/03/2000 a 13/04/2001, embora no fim de 2002 a própria banda anunciasse que não se aposentaria conforme anunciado anteriormente.  Embora o Kiss continuasse a fazer shows após esta turnê, a KISS Farewell Tour marca o fato de ser a última até o presente momento com a formação original da banda.  Nesta turnê a banda apresentaria como set-list uma mistura de várias fases da banda, algumas músicas da fase 80, como I Love It Loud, Heaven´s on Fire, I Still Love You (Paul Stanley – vocal e guitarra somente), Lick It Up e do recente álbum a faixa título Psycho Circus. Entre as novidades cênicas, a banda começa o show surgindo do alto, num gestual que lembra o utilizado na música Black Diamond, durante a longínqua “Animalize Tour”. A turnê se dividiria em cinco partes, sendo que as três primeiras seriam concertos exclusivamente nos Estados Unidos e Canadá. Está também disponível no DVD Kissology Vol. 3,Disc 3 uma parte do show do dia 27/06, em Nova Jersey.  No último concerto do ano 2000, em 07 de outubro, Peter Criss sairia da banda, embora este fato não fosse divulgado na época.  Após a finalização do seu contrato de reunião com a banda, não houve acordo para renovação do mesmo.  Com planos para continuidade da Farewell Tour, na quarta e quinta parte da turnê, respectivamente no Japão (Março de 2001) e Austrália (Março e Abril de 2001), a banda readmite Eric Singer para seu retorno em substituição a Peter Criss e utilizando-se do personagem criado pelo próprio Peter (gato ou cat-man).  Este fato causa revolta em grande parte dos fãs do Kiss em todo o mundo, que chegam a se manifestar contra a atitude antiética da banda. Embora tenha havido mais este fato polêmico, a turnê se mostra bem rentável, com grande parte de shows “sold-out” e mais de 75% de ingressos vendidos em boa parte dos restantes.  A seguir a banda estaria planejando o lançamento de uma grande coletânea com boa parte material em versões preliminares inéditas e uma turnê que seria dividida com uma banda veterana oriunda dos anos 70, mas isso será assunto para o próximo post. Até 2a da semana que vem!

N.R: Com o retorno da formação original há uma mudança radical no estilo do álbum novo, principalmente se olharmos para os dois anteriores de inéditas.  Achamos que PSYCHO CIRCUS é um álbum razoável, contendo boas músicas e outras nem tanto.  Em termos de foco comercial, o álbum é bem ajustado, trazendo a temática de um circo, o que norteia a produção do show, devido à característica especifica para seu tema.  Além da faixa título, a música Raise Your Glasses é direcionada para funcionar com os efeitos em 3D que aparecem tanto na capa, quanto no show (embora nunca tenha sido tocada até hoje ao vivo) o que mostra que a banda estava sempre pensando em inovar, pelo menos visualmente.  Em termos musicais, acreditamos que PSYCHO CIRCUS tenta se enquadrar ao estilo de DESTROYER, mas não atinge o seu nível de qualidade.  Isto fica mais claro ao observarmos que Bob Ezrin era o produtor escolhido inicialmente para o álbum e mesmo não tendo participado desta forma, acaba contribuindo para o álbum, tocando e sendo co-autor na balada de Peter, que visivelmente tenta se enquadrar na fórmula de Beth.  Dessa vez o tiro não acerta o alvo – a música não se sobressai no álbum.  O fato dos membros originais aparecerem na capa, mas nem todos participarem ativamente do álbum, acaba trazendo um ar meio artificial, não nos parecendo como um álbum “de banda”, mas sim um apanhado de canções, numa produção focada em criar um sucesso comercial.  O relacionamento com Bruce Fairbairn (que faleceu em maio de 1999, de causas desconhecidas) também não é dos mais amenos (em especial com Paul Stanley) e pode ter atrapalhado o andamento das gravações, já que em uma das últimas faixas a serem gravadas, I Pledge Allegiance to the State of Rock & Roll, o produtor nem sequer participou, deixando todo o trabalho a cargo de Paul Stanley e Mike Plotnikoff.  Como destaques do álbum, colocamos a ótima faixa título, também a pesada Within (que se enquadra na fórmula God Of Thunder), Dreamin´ (bem calcada em I´m Eighteen de Alice Cooper – o que causou até um processo por plágio para a banda) e Journey of a 1,000 Years, que contém um interessante arranjo de cordas baseado na melodia da faixa de abertura.  Into The Void  é uma música que se encaixaria melhor em um álbum solo de Ace do que propriamente num álbum do Kiss.  As outras não nos chamam atenção, apesar do sucesso comercial de You Wanted The Best e We Are One (no Brasil, muito executada nas Radios FMs – na época do show).  A versão de PSYCHO CIRCUS com um EP ao vivo é sem dúvida melhor musicalmente, embora não tenha a capa 3D da original. As músicas ao vivo incluídas no EP são bem escolhidas e bem executadas, em especial Psycho Circus, Let Me Go Rock ‘N Roll e 100.000 years.  Já a versão “live” de Within’ peca principalmente pelo andamento na parte instrumental no meio da canção, já que Peter Criss não executa o trabalho de bateria original, a cargo de Kevin Valentine.

A lista de canções da interessante edição bônus EP

O filme Detroit Rock City é diversão garantida como um passatempo, sem maiores compromissos.  Uma grande vantagem deste filme é que os membros da banda desta vez não participam como atores, fazendo somente o que sabem mais, que é tocar em uma parte do filme. Sobre a trilha sonora, é uma mistura de clássicos dos anos setenta e covers da mesma época, algumas boas e outras nem tanto como Highway To Hell.  As músicas do álbum que já eram consagradas do Kiss não são novidade para um fã da banda e a versão de Detroit Rock City aqui incluída é a mesma do DOUBLE PLATINUM – seria bem melhor se usassem a versão especialmente gravada para o filme. A inédita Nothing Can Keep Me From You soa como uma descarada tentativa de recriar as famosas baladas do Aerosmith nos anos noventa, em especial a citada I Don´t Want to Miss a Thing, não deixando, porém, de ser uma boa balada

Em relação ao show da fria São Paulo de 1999, lembramos de desta vez, ter ido de carro do Rio de Janeiro a São Paulo, nos encontrarmos com o Rolfístico Personagem e alguns amigos paulistas já na terra da garoa, para a ida ao autódromo.  Lembramos também de haver uma boa quantidade de presentes, num engarrafamento tipicamente paulista tanto para a entrada, quanto para a saída do show.  Ter visto pela primeira vez o Kiss em formação original e com máscaras era dos pontos mais interessantes do show.  Os efeitos e o tal óculos em 3D ajudaram o espetáculo visual e de pirotecnia.  Em termos musicais, continuamos achando o no Pacaembu de 1994 muito superior, até pela qualidade dos músicos da formação e set-list do Monsters of Rock. Havia muita gente que pouco conhecia a banda e após a abertura com Psycho Circus, ficou “boiando” em boa parte do show.  Cabe ressaltar que o Kiss caprichou na produção do show paulista, trazendo toda a parafernália, que incluía os solos de guitarra pegando fogo, o vôo de Gene no solo de baixo, a bateria levitando em plataforma durante o solo de Peter e a tirolesa que trazia Paul Stanley mais próximo da platéia em Love Gun. Um show inesquecível de uma banda que nunca brincou em serviço.

Por fim, verificamos que o retorno da formação original não durou muito, e apesar do aspecto financeiramente compensador, Eric Singer retorna para banda menos de cinco anos depois da bombástica Reunion Tour.  Ter Eric Singer “vestido” de gato, para nós, é mais uma das atitudes antiéticas da banda para não mudar a fórmula visual e consagrada de sucesso.  O normal e mais justo era vir com um novo personagem, assim como fizeram Eric Carr e Vinnie Vincent no início da década de 80, mas talvez isso fosse arriscar demais.  Musicalmente a entrada de Singer acrescenta grandemente em força e técnica conforme pudemos comprovar em uma gravação em vídeo não oficial de um dos shows na Austrália.  Se a tão divulgada Farewell Tour (turnê de despedida) não passou de uma jogada de marketing, novamente ganhamos com a manutenção da banda na ativa.  A seguir teríamos anos sem novos lançamentos inéditos, apenas coletâneas e registros em vídeo e em CDs dos projetos ao vivo.  Na semana que vem contaremos mais detalhes desta história.

Flávio Remote e Alexandre Bside

Cobertura 15º álbum estúdio do Maiden – parte 2: primeiras 8 músicas escritas

•Sunday, January 3rd, 2010 • Leave a Comment

Saudações a todos,

Nicko McBrain andou falando sobre o novo disco. Segundo ele, o futuro 15º disco da banda já possui 8 músicas escritas.

Também comentou que, em duas semanas, a banda deve entrar no estúdio para começar a trabalhar com o novo material e, claro, provavelmente criar novas músicas para o disco.

Mr. Nicko McBrain

Mr. Nicko McBrain

Declarou ainda que o material é “um pouco diferente” dos álbuns passados [nota do Eduardo: será o fim da fórmula "introdução lenta, parte rápida, refrão, solo, refrão, parte rápida, refrão e final lento…", ou será algo que vai levar a banda de volta aos anos 80? - entenda coisas iguais ou anteriores ao 7th Son... - ou ainda outra opção? Vamos aguardar…]

Por fim, mencionou que o CD provavelmente não sairá até 2011.

2011? Seria uma quebra na rotina da banda – que pode estar representando um ritmo mais lento por parte deles com o mainstream dos lançamentos, turnês e tudo mais – algo que eles fortemente comentaram, nos últimos anos, que fariam.

Agora é aguardar por mais novidades…

[ ] ‘ s,

Eduardo.

Confira também:

Novo ao-vivo do Kiss – Best of ALIVE 35: North American Tour 2009 Double-CD

•Tuesday, December 29th, 2009 • 12 Comments

Galera,

parece que nem o pessoal do próprio Kiss quer que a discografia da banda, que vem sendo apresentada brilhantemente por aqui no Minuto HM pelos nossos amigos Remote e BSide, acabe…   :-)

A banda acaba de anunciar pelo seu twitter oficial o lançamento de um CD duplo, Best of,  da passagem da turnê ALIVE 35 (que tivemos a chance de ver por aqui a cobertura dos bastidores do show de São Paulo em 07/abril/2009) pela América do Norte.

Best Of ALIVE 35: 27 músicas em 21 diferentes cidades

Best Of ALIVE 35: 27 músicas em 21 diferentes cidades

Serão 27 músicas em versões de diferentes cidades, a saber:

Músicas do novo do Kiss: Best Of ALIVE 35

Músicas do novo do Kiss: Best Of ALIVE 35

O canal divulgado para as vendas é este.

Mais informações podem ser vistas aqui e aqui.

[ ] ‘ s,

Eduardo.

Kiss discografia 30a parte – Álbum: You Wanted The Best, You Got The Best

•Monday, December 28th, 2009 • 7 Comments

Neste capítulo, YOU WANTED THE BEST, YOU GOT THE BEST! , algumas coletâneas e a turnê que trouxe a formação original de volta:

ÁLBUM: YOU WANTED THE BEST, YOU GOT THE BEST !

You wanted the best numa edição caprichada com box do cd colorido em verde.

  • · Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Frehley, Peter Criss
  • · Lançamento: 25/06/96
  • · Produtores:Vários
  • · Primeiro Single: “New York Groove (live)” – em 06/96
  • · RIAA Gold Certification em 21/05/97
  • · O Álbum atingiu #17 nas paradas

 

Faixas:

1. Room Service - 3:38 7. I Stole Your Love  - 3:32
2. Two Timer – 3:15 8. Calling Dr. Love  - 3:35
3. Let Me Know – 3:38 9. Take Me – 3:06
4. Rock Bottom – 3:33 10. Shout It Out Loud – 3:14
5. Parasite – 3:37 11. Beth – 2:33
6. Firehouse – 4:00 12. Rock And Roll All Nite – 4:01
  13. KISS Tells All (with Jay Leno) – 17:34

ÁLBUM: GREATEST KISS

O Cd brasileiro de Greatest Kiss.

  • · Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Frehley, Peter Criss
  • · Lançamento: 08/04/97
  • · Produtores: Vários 
  • · O Álbum atingiu #77 nas paradas

 Faixas :

1. Detroit Rock City -3:38 11. I Was Made For Lovin’ You -4:30
02. Black Diamond -5:14 12. Shout It Out Loud (Live ‘96) -3:39
03. Hard Luck Woman -3:35 13. God Of Thunder-4:15
04. Sure Know Something-4:02 14. Calling Dr. Love -3:45
05. Love Gun-3:16 15. Beth-2:46
06. Deuce-3:04 16. Strutter -3:12
07. Goin’ Blind-3:36 17. Rock And Roll All Nite -2:53
08. Shock Me-3:47 18. Cold Gin-4:22
09. Do You Love Me?-3:34 19. Plaster Caster-3:27
10. She – 4:08 20. God Gave Rock And Roll To You II -5:20

No início de 1996, após a excelente repercussão do retorno da formação original durante as gravações e também exibição televisiva do MTV UNPLUGGED:KISS, o que sempre havia sido cogitado durante mais de 15 anos finalmente estaria por se materializar : Ainda ao final das gravações de CARNIVAL OF SOULS, Gene Simmons e Paul Stanley anunciam a seus colegas de banda Bruce Kulick e Eric Singer que iriam retomar a formação original.  O projeto deste álbum de inéditas é “congelado na mesma geladeira” que Kulick e Singer, enquanto Ace Frehley e Peter Criss são trazidos para que o KISS se concentre em fazer desta reunião a mais bombástica e melhor comercialmente sucedida que fosse possível.

Em You Wanted The Best, fotos da banda em ação na década de 70.

O primeiro passo é dado ao se reunirem para testar novamente as máscaras e indumentárias características do passado glorioso. Após uma sessão de testes de vestimentas e maquiagem na casa de Gene Simmons, onde os próprios músicos ficam bastante satisfeitos com as imagens observadas, um passo decisivo é testado: a banda resolve aparecer de surpresa para apresentação de um prêmio do Grammy Awards, no dia 28/02/96, em Los Angeles.  Ao serem chamados ao palco pelo rapper Tupac, tornam-se o principal assunto da festividade, sem sequer pronunciarem qualquer palavra, com reações de mídia e público plenamente favoráveis. O grupo começa ensaios intensos para recuperar a “química” deixada no passado, enquanto prepara a nova estratégia de divulgação. Finalmente, em 16/04/1996, num evento realizado no porta-aviões USS Intrepid e apresentados pelo apresentador Conan O ‘Brien  do programa de televisão Late Night, anunciam em uma coletiva de imprensa que a turnê de reunião iria começar em junho de 1996, com as primeiras datas percorrendo o território americano, mas com intenção de cobrir os diversos cantos do planeta.  Neste mesmo evento, a gravadora Mercury anuncia o lançamento do álbum YOU WANTED THE BEST, YOU GOT THE BEST!!, que consiste de uma coletânea de músicas dos álbuns KISS ALIVE! e ALIVE II, uma entrevista com outro apresentador de televisão e fã da banda Jay Leno e  mais quatro músicas ao vivo (Room Service, Two Timer e Let Me Know, gravadas em 1975 e Take Me, gravada em 1977) que não haviam sido lançadas anteriormente. Alguns rumores indicavam que a gravadora teria tentado que o grupo gravasse algumas faixas inéditas, mas a idéia foi descartada pelos integrantes, que preferiram se concentrar nos preparativos para a turnê.   O álbum é lançado no mesmo mês da intitulada “Reunion Tour” e atinge o décimo-sétimo lugar nas paradas, trazendo como single a música New York Groove, numa versão ao vivo na Austrália, durante a turnê do álbum UNMASKED e contendo Eric Carr na bateria (nota da redação:?????!).  Esta música acabaria saindo apenas na versão em vinil do álbum e também na versão japonesa do cd. O álbum consegue atingir o status de RIAA Gold Certification em 21/05/1997, mas fracassa em tentar o status de platina. Peter Criss o considera um excelente álbum, principalmente por ter tido êxito enquanto a turnê se seguiria, e atribui nota máxima ao mesmo. Gene Simmons também o avalia de forma favorável, atribuindo 3 numa escala de até 5. Não são conhecidas as avaliações de Ace Frehley ou Paul Stanley.

Na contracapa de You Wanted The Best a lista de músicas ao vivo.

Os passos para o início da turnê continuam e após os ensaios iniciais, onde as dificuldades de se retomar todos os acordes, licks e solos de guitarras foram enfim superadas (tendo Ace Frehley a valiosa ajuda de Tommy Thayer, um autêntico conhecedor de cada nota gravada por Ace na fase inicial) e também Peter Criss relembrado todas as convenções e levadas de bateria, o grupo vai incorporando progressivamente as botas de plataforma, indumentárias características e parafernália cênica, para tal tendo sido alugado um hangar de grandes dimensões em Los Angeles chamado Van Huys.  O último ensaio é na verdade um show sem platéia, pois tudo havia sido meticulosamente testado e filmado. O primeiro show é marcado para 28/06/1996, no Tiger Stadium em Detroit, e os quarenta mil ingressos se esgotam em exatos quarenta e sete minutos, o que demonstra o inegável sucesso comercial desta reunião. Antes deste show, porém, há uma espécie de “warm-up” no dia 15/06/1996 onde pela primeira vez tocam um set reduzido de dez músicas em um evento patrocinado pela rádio KROC em Irvine, Califórnia. Mesmo sendo teoricamente apenas um show de aquecimento, o evento conta com cerca de dezoito mil pessoas e tem a abertura a cargo do Red Hot Chilli Peppers.  Este show é encontrado na íntegra no Kissology Vol 3, disco 5. Ao final do show, um incêndio no teto do teatro sem maiores proporções teve de ser contido. Para o primeiro show em Detroit, o grupo ensaia no Tiger Stadium por seis dias seguidos entre 19 e 24/06/96. Este show tem a abertura de Sponge e Alice in Chains, e pode ser visto em sua grande maioria no Kissology Vol 3, disco 2. Para o repertório, basicamente músicas do período entre o primeiro trabalho, o álbum KISS de 1974 e o álbum LOVE GUN, de 1977, algumas poucas músicas do álbum DYNASTY lançado em 1979, como I Was Made For Loving You  e 2000 man, e também a canção New York Groove, do álbum solo de Ace Frehley, de 1978. As roupas utilizadas também são as da turnê do álbum LOVE GUN, mas o palco não tem estrita relação com o utilizado na ocasião, ainda que traga vários elementos daquela turnê, como duas espécies de garra que levantam Paul Stanley e Ace Frehley de um lado e Gene Simmons do outro por sobre a platéia. Outra relação que foi trazida daquela época é um pano com grandes dimensões com um gato desenhado que aparece quando a bateria de Peter Criss é levantada.

Na parte interna de You Wanted The Best, mais fotos antigas da banda.

Os shows se seguem num ritmo bastante intenso no território americano, de LousVille, Kentucky em 30/06/96 até 10/11/96 em Dallas, Texas, com uma pequena interrupção para atuar como headliner na versão inglesa e mais conhecida do festival Monsters of Rock, em Donington em 17/08/1996. Antes disso, quatro shows com sucesso absoluto entre 25 e 28/07/1996 no Madison Square Garden, em Nova York.  Novamente no Kissology Vol 3, disco bônus, há o terceiro show desta série, onde podemos perceber Gene Simmons com a voz bastante rouca.   Em 04/09/96 fecham a apresentação televisa do MTV Awards, com transmissão ao vivo de Rock and Roll All Nite, diretamente de um palco montado embaixo da ponte do Brooklyn, também em Nova York.  Além desta, outras quatro músicas são tocadas (New York  Groove, Deuce, Calling Dr. Love e Love Gun), mas nenhuma delas constou da transmissão da emissora. Esta pequena apresentação está disponível no Kissology Vol.3, disco 2, que também contém um “easter-egg” com a passagem de som deste dia. 

A fase antiga e agora reunida da banda na edição de Greatest Kiss.

A partir do final do final de novembro, o KISS se encaminha para a Europa, onde fica até 21/12/96, com shows em diversas cidades do continente, sendo um em 25/11/96 no Wembley Arena Stadium, na Inglaterra. Para promover esta parte da turnê é lançado exclusivamente em 11/11/96 na Europa o álbum GREATEST KISS, uma coletânea com vinte músicas, entre elas a versão ao vivo de Shout it Out Loud, gravada por Eddie Kramer no show de abertura da turnê, em Detroit. As demais músicas deste trabalho são tiradas dos diversos álbuns anteriores da banda.  A se ressaltar, contudo, a inclusão de God Gave Rock And Roll To You II, da fase sem make-up da banda, justificada pela boa repercussão da canção na Europa.  Este cd seria lançado nos demais países em datas diversas, sendo a versão Australiana lançada em 29/11/96, mesma data da versão Mexicana, que contém 2000 Man e I Want You nos lugares de Shock  Me e Cold Gin.  A contracapa do cd Mexicano, porém, não traz esta informação. Em 09/12/96 o cd é lançado no Japão, tendo C’mon and Love Me e Rock Bottom nos lugares de Cold Gin e Plaster Caster.  As datas de lançamentos nestes países foram organizadas para preceder o seguimento da turnê, que se encaminha para o Japão em Janeiro/97, onde em Osaka (22/01/97) Gene Simmons ficou afônico tendo de ser substituídos em seus vocais por Paul Stanley e Ace Frehley, para a Oceania em Fevereiro/97 (quando Paul Stanley tocou Shandi apenas tendo a si próprio na guitarra como acompanhamento) e México em Março/97. Antes, porém, o KISS se apresenta em Nova Jersey em 31/12/96, com o evento sendo transmitido no tradicional show de fim de ano de Dick Clark de Nova York para todo o país. A versão brasileira de GREATEST KISS segue o padrão europeu.  A gravadora comete um erro estratégico em demorar a lançar este GREATEST KISS nos Estados Unidos, pois o faz quase o fim da turnê (08/04/97) e como conseqüência o mesmo só atinge o 77º lugar nas paradas, não obtendo qualquer certificação pela RIAA, e chegando a quatrocentas mil cópias pela medição SoundScan em Fev/07.  A versão Americana só contém dezesseis músicas e tem o repertório bastante diferente das demais, não contendo Black Diamond, Love Gun, Goin’ Blind, Shock Me, She, God Of Thunder e God Gave Rock And Roll To You II e tendo Christeen Sixteen, Flaming Youth e Two Sides of the Coin.

A lista de músicas de Greatest Kiss varia em determinados países.

Após a incursão em terras Mexicanas, o grupo faz dois shows na América do Sul, no Chile e na Argentina, e retorna para mais shows em cidades americanas que não haviam sido visitadas, o que foi chamada de “Lost Cities Leg”, ou perna (ou parte) da turnê das cidades esquecidas.  A partir deste pedaço da turnê, Paul Stanley tem a idéia de tocar Love Gun numa espécie de mini-palco no meio da platéia, e para tal perfomance protoganiza um “vôo” antes e depois da execução da música (na verdade içado por sobre a platéia numa tirolesa). Outro fato marcante acontece em Columbus, na Geórgia, no dia 04/04/97 quando Peter Criss encontra-se impossibilitado de tocar devido a fortes dores em seus braços e é substituído pelo “roadie” Eddie Kanon, que toca mascarado e com a roupa igual a utilizada por Criss. Como conseqüência, Beth não é executada e Black Diamond tem sua versão cantada inteiramente por Paul Stanley. Eddie até se sai bem, mas no exato momento que é apresentado no show (como o “melhor amigo” de Peter Criss), erra de forma grosseira a introdução de Let Me Go, Rock and Roll. 

Greatest Hits - Kiss - nenhuma novidade nesta coletânea.

 A última parte da turnê segue novamente para a Europa e outra coletânea é lançada exclusivamente na Inglaterra para promover esta última passagem por lá. O álbum GREATEST HITS é um pacote de vinte músicas de diversas fases da banda, com a inclusão de Hotter Than Hell, Lick It Up e tendo a faixa de abertura Crazy, Crazy Nights.  O cd praticamente não foi distribuído e até hoje consiste de uma raridade no catálogo da banda, ainda que perfeitamente dispensável. 

Apesar de rara, Greatest Hits não oferece nenhum atrativo ao possuidor da discografia da banda.

E é justamente em Londres, no dia 05/07/97 que a turnê termina, tendo sido feitos um total de cento e noventa de dois shows e arrecadado cerca de 143,7 milhões de dólares, ambos recordes indiscutíveis em toda a carreira da banda.  Um documentário chamado The Second Coming é lançado em dvd posteriormente e cobre todo este período, desde a participação do MTV Unplugged e Grammy Awards, os ensaios iniciais, a turnê propriamente dita (contendo inclusive o vídeo Shout it Out Loud filmado no Tiger Stadium) e termina trazendo a idéia do próximo lançamento, PSYCHO CIRCUS, que será o assunto do próximo post.   

A banda ao vivo em uma foto de Greatest Kiss.

 N.R: É lógico que um fã mais assíduo do KISS normalmente não vai achar nada interessante ver uma nova coletânea ser lançada.  Desta forma, ambos os trabalhos aqui dissertados não foram algo que nos agradasse. Em questão de preferência, o álbum YOU WANTED THE BEST, YOU GOT THE BEST!!  é mais interessante que o seu sucessor pois contém quatro faixas inéditas. Em relação a estas faixas, algo óbvio pode ser notado, pois a qualidade de gravação das três primeiras faixas se assemelha muito mais as gravadas no ALIVE III do que as de seu contemporâneo KISS ALIVE!.  Isto até este momento nunca foi admitido, mas muito provavelmente essas músicas foram gravadas em estúdio com adição de platéia para trazer o clima “live”. O estilo de cantar de Paul Stanley é muito próximo com o do ALIVE III, o som da bateria nada tem a ver com o das músicas do KISS ALIVE! – é necessário apenas um pouco de audição mais apurada para se constatar isso.  Em relação a Take Me, é provável que o vocal tenha sido refeito, mas o restante deve ser quase totalmente o originalmente gravado em 1977.  De qualquer maneira, as quatro faixas valem a aquisição do álbum, que também pode ser elogiado pela arte gráfica, como os acrílicos coloridos utilizados no lugar dos transparentes que normalmente estão no cds. A entrevista (KISS Tells All (with Jay Leno)) é até interessante, mas preferimos um álbum exclusivamente com músicas em seu conteúdo principal. Quanto ao GREATEST KISS, muito pouco podemos escrever: de novidade, apenas a versão “live” da Reunion Tour de Shout It Out Loud.  Como curiosidade, a versão de Detroit Rock City que abre o álbum foi pinçada da outra coletânea DOUBLE PLATINUM e só: muito pouco para agradar um fã mais presente. 

É bastante compreensível, no entanto, o lançamento destas coletâneas: A banda encontrava-se muito atarefada com a maior turnê de sua carreira, e a gravadora precisava manter a “caixa registradora” funcionando.  Aliás, em relação a turnê, só verificamos comparação em números com a “WORLD SLAVERY TOUR “, que o Iron Maiden fez durante os anos de 1984 e 1985.  A diferença (favorável ao Maiden) é de exato um show, o que dá uma dimensão de quanto de condicionamento físico deve ter sido exigido desses senhores então na faixa de seus 45 anos ou mais.  Ace e Peter (com 51 anos completados em dezembro de 1996) evidentemente sofreram muito mais, pois já não mantinham o mesmo ritmo de trabalho de 16 anos antes, estando notavelmente em outro ritmo se comparados a Gene Simmons e Paul Stanley, isso é algo bastante claro na turnê. Podemos ver em qualquer destes shows do Kissology acima mencionados um Peter Criss bastante econômico e um Ace Frehley cometendo muito mais erros do que no início da carreira. O dvd  The Second Coming é de apreciação obrigatória para quem quer entender o que foi esta Reunion Tour, da enormidade dos números a incorporação cênica que os avanços tecnológicos puderam trazer ao espetáculo visual do KISS quase 20 anos depois do auge de suas carreiras. Na parte musical nos agrada bem mais músicas que trazem a momento mais visceral do KISS no inicio de carreira, como as intervenções muito criativas de Ace Frehley em Let me Go, Rock’n’Roll ou 100.000 years, em nossa opinião os pontos altos dos shows. È importante ressaltar que o prometido fora cumprido: A banda retornou fazendo um show que não deixou nada a desejar em relação à fase áurea da carreira, ainda que quase vinte anos depois. Talvez influenciados pelo retorno da dupla Page & Plant alguns anos antes, o sucesso desta turnê do KISS viria a talvez também influenciar alguns retornos nos anos que seguiriam, como o Black Sabbath , o Van Halen e a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith ao Iron Maiden. E para manter a alta lucratividade dos mascarados, nada melhor que um novo álbum com a formação original e nova turnê milionária (que acabaria trazendo o KISS pela terceira vez em nossas terras).  Detalhes deste novo capítulo estarão por aqui na semana que vem, até lá!

Alexandre Bside e Flávio Remote

Curiosidade: clássica Twist And Shout não é original dos Beatles, como (mais de) meio mundo acha…

•Sunday, December 27th, 2009 • 2 Comments

Você está lá, naquela festa de formatura, casamento, anos 60, ou mesmo qualquer festa em que se tenha uma bandinha tocando ao-vivo aquele famoso ritual: anos 50, 60, 70, 80, 90 e depois (a hora de ir embora para mim) axé, funk, black music…

Quais são as chances de você ouvir uma das músicas mais famosas de todos os tempos, “Twist And Shout”? Eu diria que 100% ou algum número bem perto disso.

Então você, caro amante da música e amigo do Minuto HM, poderá lembrar deste post (caso o que vou falar seja realmente uma novidade para você): Twist And Shout fez sim sucesso com os Beatles, é um clássico absoluto, mas não foi escrita por Lennon & McCartney ou por qualquer membro da banda…

A música foi originalmente escrita por Phil Medley and Bert Russell, dois precursores do rock e soul nos anos 60. Foi originalmente gravada pela Top Notes, em 1961:

Logo após isso, os “The Isley Brothers” gravaram o som também e lançaram o single da música:

Single - The Isleys Brothers

Single - The Isleys Brothers

Aqui a versão dos “brothers” – momento nostalgia – disco em “baixas rotações”  :-)  :

Olhem que legal os caras tocando o clássico ao-vivo:

O resto da história, amigos, não creio ser necessária contar muito. O Beatles colocaram o som no “Please Please Me”, de 1963, e fizeram a música se tornar um ícone imortal e atemporal do rock and roll mundial  (al, al, al…).

Então vamos tentar manter apenas as curiosidades por aqui…

Os Beatles, em 10 horas apenas, gravaram 10 das 14 músicas do Please Please Me (outras 4 saíram através do lançamento de singles). Twist And Shout foi a última a ser gravada.

John Lennon estava resfriado durante a gravação, tomando leite e chupando pastilhas para a garganta. E após todas as gravações, sua voz estava literalmente “indo para o espaço”.  Dessa forma, eles fizeram apenas 2 takes de gravação para a música e… o primeiro foi o oficialmente usado no disco, e por isso, temos um efeito único: com a rouquidão de Lennon, a música ganhou uma característica única! Palavras do George Martin: “I did try a second take … but John’s voice had gone” – o segundo take, portanto, foi descartado…

Capa do "Twist and Shout (EP)" - Julho/1963

Capa do "Twist and Shout (EP)" - Julho/1963

Assim, a versão cover dos Beatles para a música foi lançada no Reino Unido em 22/março/1963 (data de lançamento do Please Please Me). Nos EUA, chegou praticamente 1 ano depois, em 02/março/1964. A música também está presente no lado B do single “There’s A Place”.

Please Please Me: lados A e B

Please Please Me: lados A e B do bolachão

Contra-Capa do Please Please Me (já na versão em CD)

Contra-Capa do Please Please Me (já na versão em CD)

Para finalizar: a música ainda foi “coverizada” por muitos outros, como The Mamas & the Papas (em estilo balada)em 1967 no álbum Deliver.

Aqui os reis do “woooo”, Beatles, tocando-a ao-vivo em 1965, nos EUA, em uma versão que arrepia até os cabelos que estão no chão – a gritaria do estádio, por parte das ladies, é algo realmente impressionante…

Well, shake it up, baby, now, (shake it up, baby)
Twist and shout. (twist and shout)
Cmon cmon, cmon, cmon, baby, now, (come on baby)
Come on and work it on out. (work it on out)

Well, work it on out, honey. (work it on out)
You know you look so good. (look so good)
You know you got me goin, now, (got me goin)
Just like I knew you would. (like I knew you would, wuu!)

Well, shake it up, baby, now, (shake it up, baby)
Twist and shout. (twist and shout)
Cmon, cmon, cmon, cmon, baby, now, (come on baby)
Come on and work it all out. (work it all out, wuu!)

You know you’re a twisty little girl, (twisty little girl)
You know you twist so fine. (twist so fine)
Come on and twist a little closer, now, (twist a little closer)
And let me know that you’re mine. (let me know you’re mine)

Ahhhhhhhhhh(root) Ahhhhhhhhhh(third) Ahhhhhhhhhh(fifth) Ahhhhhhhhhhh(seventh) Ahhhhh Ahhhhh

Well, shake it up, baby, now, (shake it up, baby)
Twist and shout. (twist and shout)
Cmon, cmon, cmon, cmon, baby, now, (come on baby)
Come on and work it on out. (work it on out, wuu!)

You know you’re a twisty little girl, (twisty little girl)
You know you twist so fine. (twist so fine)
Come on and twist a little closer, now, (twist a little closer)
And let me know that you’re mine. (let me know you’re mine, wuu!)

Well, shake it, shake it, shake it, baby, now. (shake it up baby)
Well, shake it, shake it, shake it, baby, now. (shake it up baby)
Well, shake it, shake it, shake it, baby, now. (shake it up baby)
Ahhhhhhhhhh(low) Ahhhhhhhhhh(higher) Ahhhhhhhhhh(higher) Ahhhhhhhhhhh(high)

É isso! E agora este post vai ecoar na cabeça de todos vocês na próxima festinha…  :-)

[ ] ‘ s,

Eduardo.

Halford, Slash & Jason Bonham fazem jam para o “Mark And Brian Christmas Show”

•Sunday, December 27th, 2009 • Leave a Comment

Esse clima natalino é demais…

Que tal Rob Halford (JUDAS PRIEST), Slash (GUNS N’ ROSES, VELVET REVOLVER), Jason Bonham (LED ZEPPELIN) e Steve Lukather (TOTO) tocando juntos, como uma mega-banda?

Os caras subiram ao palco do “Nokia Theatre” (Los Angeles, California) no último dia 16/dez/2009 para o programa da “95.5 KLOS Mark And Brian Christmas Show” e mandaram alguns clássicos, como Black Dog, do Led e Living After Midnight, do Judas.

Sound check – “Living After Midnight”:

Sound check – “Black Dog”:

E o show… “Living After Midnight”:

Outros que tocaram na noite foram HEART, FOREIGNER e Richie Sambora (BON JOVI).

Confiram por aqui mais detalhes.

[ ] ‘ s,

Eduardo.

Resultado Poll # 11: Endgame, do Megadeth – uma obra-prima

•Wednesday, December 23rd, 2009 • 1 Comment

Saudações, meus caros metálicos,

a pesquisa de número 11 do Minuto HM está oficialmente fechada – e como é bom ver que ainda há bandas com (ótima) lenha na fogueira…
Endgame: uma obra-prima do heavy metal

Endgame: uma obra-prima do heavy metal

No Minuto HM, publicamos o nascimento do disco aqui, sua capa foi divulgada aqui, e hoje, após o lançamento do disco, temos um resultado bastante interessante na nossa pesquisa: o disco foi considerado, por quase a metade dos eleitores, como uma obra-prima!

Como eu costumo brincar ao falar do Megadeth: “aqui não tem brincadeira”. A banda, pertencente à elite da vertente do thrash metal, nos presenteou realmente com um disco que merece destaque e que, na minha opinião, terá (ainda) mais valor no futuro.

Aos que ainda não ouviram, acredito que o resultado mostra que é algo que deve ser feito. E se puder dar meu conselho: ouçam-o de forma completa e sequencial. Este, novamente em minha opinião, não é um disco para se ouvir de forma “picada”. É um todo, há links entre as músicas, as coisas vão se encaixando – melhor ainda se puderem acompanhar as ótimas letras do disco durante as primeiras audições.

Obs.: obrigado ao “Wagner Megadeth” pela sugestão desta pesquisa.

[ ] ‘ s,

Eduardo.

Dream Theater divulga shows na América do Sul em 2010

•Wednesday, December 23rd, 2009 • 3 Comments

Conforme divulgado no site oficial do Dream Theater, as datas da turnê pela américa do sul em 2010 estão definidas!

Teremos shows em 4 cidades: Porto Alegre(16/03), Curitiba(18/03), São Paulo(19/03) e Rio de Janeiro(20/03). A turnê também passará pelo Chile, Argentina, Peru e Venezuela.

Confiram abaixo as datas e locais dos shows da turnê:

Santiago, Chile
Thu Mar 11, 2010 – Movistar Arena

Buenos Aires, Argentina
Sat Mar 13, 2010 – Luna Park

Porto Alegre, Brazil
Tue Mar 16, 2010 – Pepsi On Stage

Curitiba, Brazil
Thu Mar 18, 2010 –  Master Hall

Sao Paulo, Brazil
Fri Mar 19, 2010 – Credicard Hall

Rio de Janeiro, Brazil
Sat Mar 20, 2010 – Citibank Hall

Lima, Peru
Mon Mar 22, 2010 – Jockey Club

Caracas, Venezuela
Wed Mar 24, 2010 – Poliedro

Agora é só colocar na agenda e aguardar o início da venda de ingressos!

T4F confirma datas do Guns N’ Roses no Brasil

•Tuesday, December 22nd, 2009 • 3 Comments

ATENÇÃO!!! INFORMAÇÃO NÃO CONFIRMADA PELA BANDA AINDA!!!

A Time For Fun informou, segundo matéria do UOL e G1, as datas de shows, vendas e pré-vendas de ingressos para os shows do Guns N’ Roses em 2010. São elas: Brasília (07), Belo Horizonte (10), São Paulo (13), Rio de Janeiro (14) e Porto Alegre (16).

As vendas ocorrerão em duas etapas, a partir de janeiro, com prioridade para clientes Credicard, Citibank e Diners. As vendas e pré-vendas ocorrerão nas seguintes datas: Brasília (11/1 e 18/1), Belo Horizonte (13/1 e 20/1), Rio de Janeiro (15/1 e 22/1), Porto Alegre (18/1 e 25/1) e São Paulo (20/1 e 27/1). Outras informações serão divulgadas em breve pela produtora.

A visita mais recente do Guns N’ Roses ao Brasil aconteceu em 2001, no Rock in Rio 3.

Fontes: Uol, G1 e GunnersBrasil.com

A Charlie Brown Heavy Metal Christmas…

•Tuesday, December 22nd, 2009 • 5 Comments

Galera,

o Natal e o final de 2009 se aproximam e achei algo para compartilhar com todos, aproveitar para descontrair e matar a saudade do Charlie Brown e sua turma e, por fim, já desejar um “Heavy Xmas” e “Heavy New Year” para todos!

Obs.: música da banda de “Christian Metal” chamada Tourniquet: Perfect Night For A Hanging.

[ ] ‘ s,

Eduardo.

Review do show do Kiss no Maracanã, Rio de Janeiro, 1983

•Tuesday, December 22nd, 2009 • 30 Comments


A grande jornada.

O ano era 1983 pouco se ouvia falar de rock no Brasil, de repente um boato em uma revista Kiss pode vir no Brasil. Até aí nada de novo, esse boatos eram normais, já que na época tínhamos poucas informações sobre qualquer coisa. Depois outra revista, até que no jornal Estado de São Paulo publicou, confirmado Kiss no Brasil.

Aí que começa nossa história. O 1º show ia ser em São Paulo, liguei para meu amigo Nunes que morava em São Paulo, assim que estivessem a vendas os ingressos, que ele comprasse os nossos, ingressos comprados. Alguns dias antes, não me lembro quantos, lá vou eu para Sampa.

Beleza, tudo preparado, desço no terminal do tiete, como era de se esperar lá estava o meu amigo Nunes me esperando na rodoviária, mal cheguei, e a notícia o show do Kiss havia sido adiado por causa das chuvas. Depois de recuperado de tal noticia, o que eu podia fazer? Chegamos na casa dele, então fazemos o que? Naquela época não era fácil encontrar vinis de uma banda de rock, no Brasil, então, vamos comprar discos do Kiss, aproveitando que quando vinha uma banda pra cá as lojas colocavam mais títulos a venda, foi o que fizemos gastei meu dinheiro em discos do Kiss.

Ha ha ha… resumindo, fiquei duro, depois voltei pra casa, e pensei poxa, isso não vai ficar assim, sabia que havia uma excursão para o show do Kiss numa cidade vizinha a minha, então usei as palavras mágicas (mãe me arruma um dinheiro pra ir no show do Kiss no Rio de Janeiro), minha mãe muito p da vida falou, eu não já te dei o dinheiro pra ir nesse show, eu disse mãe paguei o ingresso mas o show foi adiado, o Nunes vai vender o ingresso e me mandar o dinheiro, tudo papo furado pois ainda tinha planos de ir no Kiss em são Paulo Também( rsrsrsrs), depois de muito choro e fazer aquela cara de cachorro em frente de uma máquina de frango assado, consegui a grana.


Chamei uns amigos que estavam afim de ir e os convenci a irem comigo no show, dentro do ônibus, maior zorra festa pra todo lado, o ônibus foi parando de cidade em cidade e a turma só se abastecendo, e eu duro, mas tava lá, chegamos ao maracanã umas oito horas da noite, uma multidão estava aglomerada na frente do estádio já lotado, descemos do ônibus e lá estavam os fanáticos religiosos distribuindo seus panfletos, passamos longe deles.

Aí que me dei conta no meio daquela multidão olhei para o estádio e falei, poxa meu sonho estava sendo realizado, lágrimas desciam dos meus olhos, uma emoção que eu não conseguia descrever,só pensava cara vc vai ver o Kiss, algo quase impossível para época.

Ingresso na mão nos dirigimos para o portão dezesseis, esse era local que iríamos entrar, para nossa surpresa o portão estava arrebentado entramos sem entregar os ingressos, detalhe estávamos de arquibancada, subimos a rampa de acesso achamos um lugar maneiro de frente ao palco e ali ficamos.

Vocês não podem imaginar a emoção que senti ao ver o estádio repleto, muita gente mesmo tanto no campo com nas arquibancadas, novamente lágrimas no rosto, parei respirei fundo, e pensei (Gustavo vc vai ver o Kiss).

A banda de abertura foi o erva doce acho que foi até legal, também meu amigo se colocassem o bozo pra abrir o show eu ia achar ótimo, eu estava em êxtase, mas as duas que mais empolgaram a galera foram, erva venenosa, e uma que eu não sei o nome, mas que a galera usou uma refrão que eu não posso aqui citar.

Enfim, chegou a hora do Kiss se apresentar, me entra o castrinho (ele mesmo) para apresentar o Kiss. Luzes apagadas aquele show tradicional dos isqueiros, naquela época era isqueiro mesmo, nada de celular.

Enfim o Kiss entra no palco, meu sonho realizado ao som de Creatures Of The Night, meu coração estava a mil, claro que som não tava assim tão legal mais era a minha banda do coração que estava ali na minha frente, a multidão enlouquecida, divino, quase me acabo na primeira musica, logo em seguida Detroit Rock City se não me falha a memória, meu Deus nunca tinha visto tanta gente assim num show de rock, música após música cada vez mais eu estava entregue a banda, cara aquela bateria era coisa de louco até hoje nunca vi nada igual, ainda mais com Eric Carr tocando.

No seu solo a bateria ia girando e disparando contra as caixas de som (falsas) no alto do palco, imagine isso no início da década de oitenta ainda mais aqui, onde não tínhamos tantos shows de rock nesse nível.

Outro ponto que marcou aquele show (galera não me levem a mal, mas quando Gene gritou “Mengo”, o Maracanã veio abaixo, rsrsrsrs), música após música cada vez mais eu me emocionava, (na quarta ou quinta musica já não tinha mais voz), quando Kiss tocou I Love It Loud, aí sim o Maracanã explodiu o maior coro que eu já mais vi, parecia um exército de loucos cantando (música que aliás foi repetida).

Não só os fãs estavam emocionados mas dava pra notar que até a banda toda estava, pois aquela apresentação era também um desafio para banda: nunca tinham tocado para tantas pessoas num só evento.

Pela longa data não me lembro de muitos detalhes, mas tinha uma área que estava reservada para os fogos atrás do palco, tinha tanta gente, que até aquela área tinha gente, não é preciso nem dizer que na hora dos fogos aquela cascata assustou muita gente.

Música após música, o Kiss ia conquistando o Maracanã, quando Kiss tocou sua ultima musica não sabíamos se íamos embora ou se ficávamos ali paralisados, enfim sonho realizado, voz destruída começamos a descer a rampa do estádio, com toda a galera cantando junto I Love It Loud. Show do Kiss lá dentro, e show dos fãs fora . Algo indescritível.

Nossas vidas são marcadas por diversos acontecimentos ao longo dela, este talvez tenha sido um dos mais marcante e emocionantes da minha. Tudo contribuiu para isso a época, as dificuldades para ser fã naquela época, tudo era mais difícil, talvez por isso tenha sido tão especial.

Ah, eu fui no show em São Paulo também (rsrsrsrs).

Kiss Army Membership Card – 1978

•Monday, December 21st, 2009 • 2 Comments
Kiss Army

Kiss Army

O ano era 1978. Vejam o cartão que os membros do Kiss Army recebiam:

Kiss Army Membership Card - 1978

Kiss Army Membership Card - 1978

Fontes:

RT @THEKISSARMY Classic 1978 KISS ARMY Membership Card:

http://bit.ly/4w3mFe
http://bit.ly/5bxcYy

http://twitter.com/minutohm/status/6813254309

[ ] ‘ s,

Eduardo.

Kiss discografia 29a parte – Álbum: Carnival Of Souls: The Final Sessions

•Sunday, December 20th, 2009 • 21 Comments

Neste post abordaremos o álbum mais confuso e controverso da banda:

ÁLBUM: CARNIVAL OF SOULS: THE FINAL SESSIONS

A capa da edição brasileira do controvertido Carnival of Souls: The Final Sessions

  • KISS: Paul Stanley, Gene Simmons, Eric Singer e Bruce Kulick
  • Lançamento: 28/10/1997
  • Produtores: Toby Right, Gene Simmons e Paul Stanley
  • Primeiro Single: Jungle
  • Segundo Single: Master & Slave

Faixas:

1- Hate – 4:36 7- In My Head – 4:00
2- Rain – 4:46 8- It Never Goes Away – 5:42
3- Master & Slave – 4:57 9- Seduction Of The Innocent – 5:16
4- Childhood´s End – 4:20 10 – I Confess – 5:23
5- I Will Be There – 3:49 11 – In The Mirror – 4:26
6- Jungle – 6:49

12 – I Walk Alone – 6:07

Antes da turnê preparativa para o MTV UNPLUGGED: KISS, já havia planos para lançamento de um novo álbum de músicas inéditas. No início de 1995, Paul Stanley dá uma entrevista afirmando que a banda estava ensaiando e compondo novas músicas, e ele e Bruce Kulick trariam um material muito forte neste novo disco. O atraso para o desenvolvimento deste trabalho se dá a partir da decisão de fazer o álbum acústico, o álbum com inéditas seria gravado depois deste projeto. Eric Singer, nesta mesma época já mostrava sinais de insatisfação com o adiamento do projeto, relatando, também numa entrevista, que cada vez que havia intenção de composição de novo material, Gene e Paul pareciam se dirigir para projetos que envolviam o passado da banda e na fase com maquiagem.

Toby Right – que havia produzido anteriormente o grupo Alice in Chains – é sugerido como um possível produtor do novo álbum ainda em julho de 1995, nesta época Gene, novamente relata os futuros projetos da banda: Um home vídeo, um filme, um desenho, um espetáculo da banda na Broadway. Em novembro de 1995, finalmente a banda entra nos estúdios para a gravação do novo petardo. A partir de 17/11/1995, o Kiss entraria no Music Grinder Studios em Hollywood, onde permaneceria até o inicio de 1996 gravando o disco. Em primeiro de dezembro, a banda faz fotos para a capa de aniversário de dez anos da revista Metal Edge, ainda envolvida nas gravações do álbum. Nesta época ainda não havia título para o disco, e Gerri Miller, editora da revista relata ter ouvido uma canção tipicamente acústica, ainda sem vocais, que não haviam sido gravados em nenhuma das músicas do álbum. Gene relata estar muito satisfeito com o seu andamento, e que o estilo era pesado, numa linha comparativa com CREATURES OF THE NIGHT ou REVENGE. Gene descreve que a contribuição de Bruce nas gravações e composições neste novo cd é definitiva, algo não visto anteriormente. Bruce descreve a produção de Toby Right como de trazer uma nova vibração à banda, encorajando todo o processo de gravação, além de ser um excelente engenheiro de som. Finalmente no fim de dezembro Gene afirma que o novo álbum estaria praticamente finalizado, com uma lista de músicas: “I Confess” / “I Walk Alone” / “Seduction Of The Innocent” / “In My Head” / “Hate” / “Carnival of Souls” / “Closed Doors Welcome No One” / “Childhoods End” / “Save Myself” / “Blister” / “I Can’t Forgive What I Can’t Forget” / “Rain” / “It Never Goes Away” / “Sleep Until You Die” / “Vengeance is Mine” / “Dead in Your Tracks”, e com previsão de lançamento em março de 1996, após o lançamento do MTV UNPLUGGED: KISS. De acordo com Bruce, outras músicas estariam listadas, como “‘Liar’ e ‘Old Man Wise’, com um riff que Gene adorou. Bruce utilizaria guitarras ESP e Gibson Les Pauls para a gravação das bases e solos do disco, e destacou que Bob Ezrin havia contribuído no inicio das composições do disco, mas após o adiamento do início do projeto, com a turnê Sul Americana no fim de 1994, e as turnês Japonesa e Australiana no inicio de 1995, Ezrin havia ficado indisponível para produzir o novo álbum, ainda que tenha direcionado o tom sombrio que define praticamente o álbum todo.

Na contracapa o estilo numa foto em estúdio já denota um trabalho sério.

Este tom sombrio é em boa parte obtido pela opção de utilizar uma afinação diferente nas guitarras e baixo da maioria das músicas: Normalmente o KISS utiliza-se de afinação padrão, apenas regulando as guitarras meio tom abaixo, o que deixa a sonoridade um pouco mais grave. Isso não é nenhuma novidade no rock em geral, sendo utilizado por diversas bandas. Para CARNIVAL OF SOULS: THE FINAL SESSIONS, a idéia foi ir um pouco além, afinando a corda mais grave um tom mais baixo que as demais, o que é conhecido por afinação Drop-D (onde o D refere-se a nota ré que tal corda passa a soar quando tocada apenas com a mão direita). Como o KISS já afinava os instrumentos meio tom abaixo normalmente, para este álbum há uma junção das duas idéias, onde, além desta afinação em meio tom abaixo em todas as cordas, a corda mais grave ainda sofre um ajuste mais grave em mais um tom, totalizando um tom e meio abaixo de uma afinação padrão, o que poderia ser chamado de afinação Drop-Db (ré-bemol). Com exceção de três músicas, todas cantadas por Gene Simmons (I Confess, Seduction Of The Innocent e Childhoods End), todas as outras são afinadas em Drop-Db ou eventualmente Drop-D (Jungle). Ainda há algo mais ortodoxo na afinação de I Will Be There, onde os violões são afinados um tom abaixo e 2 tons para a corda mais grave, podendo ser chamada de afinação Drop C (dó). A inspiração de uso de afinação mais sombria, segundo Bruce Kulick, partiu de bandas como Black Sabbath ou Led Zeppelin, já que notoriamente Jimmy Page era conhecido pelo mestre de afinações fora do padrão. Gene Simmons avalia o trabalho como “um disco corajoso”, mas não chega a efetuar qualquer cotação. A cotação de Paul Stanley é de 2 estrelas numa escala de até 5, pois considera que talvez não seja o estilo deste cd mais adequado ao estilo KISS. CARNIVAL OF SOULS: THE FINAL SESSIONS é o trabalho com maior duração entre todos do grupo, já que todas as músicas (exceto I Will Be There) acabam passando dos quatro minutos e assim como em REVENGE, a faixa de abertura está a cargo dos vocais de Gene Simmons, pela segunda e última vez até hoje em toda a carreira do KISS.

Na parte interna da edição simples, a lista de musica com os autores e poucos detalhes da produção do álbum.

Na parte interna da edição simples do cd poucos detalhes da produção do álbum.

Em janeiro de 1996, a banda decide adiar o lançamento do álbum e partir para o projeto Reunion (detalhes no próximo post), com os antigos membros Ace e Peter, consolidando os rumores que datavam desde as apresentações no MTV Unplugged e permearam a gravação de CARNIVAL OF SOULS. Desta forma o projeto é engavetado indefinidamente. Neste momento Gene, criticado pelo atraso no lançamento de um novo álbum da banda – que já se aproximava por quase quatro anos – reafirma enfurecidamente que eles se recusariam a tomar as decisões influenciadas por qualquer tipo de interferência externa. Nikki Six (Motley Crue), naquele instante, é um dos poucos a ouvir o novo álbum, que é mostrado pelo seu amigo Bruce Kulick, e comentou que era o melhor que ele ouviu do Kiss, bem pesado e diferente do estilo clássico e antigo da banda. De qualquer forma, nos meses seguintes, o álbum vazaria e seria pirateado em vários formatos. Gene afirma que estava colocando até o FBI para verificar o motivo do vazamento do material. Bruce fica extremamente decepcionado principalmente pela baixa qualidade do material pirateado: afinal era um álbum onde ele participou nas composições de nove das doze musicas, inclusive cantando em I Wak Alone. A participação de Bruce é em verdade bem maior, pois ele também tocou muito dos baixos do álbum, principalmente nas músicas onde Paul Stanley canta (I Will Be There, Rain, Jungle, It Never Goes Away, In The Mirror e I Walk Alone). Em agosto de 1996 sai um comunicado oficial onde por motivos do projeto da reunião dos antigos membros do Kiss (Ace e Peter) e na intenção de participar em novos projetos externos já vislumbrados, Bruce Kulick e Eric Singer decidem sair do Kiss. Bruce, algum tempo depois, falaria um pouco mais sobre sua decisão, afirmando que não havia nenhuma garantia ou indício que o álbum seria lançado, que a banda estava firmemente direcionada a manter o projeto Reunion pelos próximos anos. Ainda relata que tinha ficado muito satisfeito com o material composto e gravado em CARNIVAL OF SOULS, além de ter sido o álbum que mais contribuiu, e que ele e Eric ainda continuavam oficialmente com contrato em vigência com a banda, mas que pensava na sua carreira, que não planejava ficar musicalmente inativo, e por isso estaria procurando novos projetos, fora do Kiss.

Cópias piratas melhoradas do álbum estariam disponíveis nos meses seguintes, a maioria com a omissão da música Outromental, que originalmente pertencia ao final de Childhood´s End, e que a posteriormente foi colocada no fim do álbum, melhor definindo, a música se iniciaria alguns segundos depois da ultima faixa do disco (I Walk Alone), e como havia um hiato de uns vinte segundos ou mais, ela poderia ter sido esquecida no processo de feitura da maioria das cópias piratas. Bruce novamente relata que possuía uma copia retirada das masters originais do álbum, mas que havia ficado impressionado com esta versão pirata melhorada, e que se o cassete pirata soava assim quando ele ouviu no som do carro, gostaria muito que o álbum fosse lançado em cd para ser apreciado da forma que o projeto merecia.

A lista de músicas e a mesma foto na contracapa na edição brasileira do cd.

No início do outubro de 1997 aparecem as primeiras e poucas propagandas sobre o lançamento do álbum, e em 3/10/1997 a revista Rock Radio Trade Magazine (distribuída apenas às rádios e a indústria fonográfica) inclui uma pagina completa dando detalhes do álbum e seu lançamento. Finalmente, em 28/10/1997, com o titulo levemente modificado do que havia sido amplamente divulgado pelos fãs nas cópias piratas, CARNIVAL OF SOULS: THE FINAL SESSIONS é lançado. O adendo THE FINAL SESSIONS se referiria a terem sido as ultimas gravações da formação da banda dos anos 1992 a 1996. Apesar da pífia divulgação da gravadora, que destruiu qualquer chance do álbum ter sucesso e de ser quase totalmente ignorado por Gene e Paul, o álbum ainda chega a atingir a vigésima sétima colocação por pouco tempo nas paradas americanas, mas falha completamente ao vender menos de quarenta mil exemplares nas primeiras semanas de lançamento. Os fracos números em vendas são perfeitamente compreensíveis devido à massiva pirataria que durou quase dois anos até o lançamento oficial. Como não há certificação RIAA para o disco, desta vez utilizando o SoundScan como parâmetro, os números em Fev/2007 apontavam para mais de cento e oitenta mil exemplares vendidos, número bastante aquém dos desejos comerciais da banda. Quanto aos singles, Jungle lançado no inicio de outubro chega a atingir (devido a fortes campanhas dos fãs pela internet), em novembro, o oitavo lugar nas paradas, a melhor colocação da banda desde os anos setenta, o que faz Bruce Kulick comentar a ironia da situação, dizendo que este sucesso se devia aos pedidos incessantes, e que as rádios estavam ouvindo e atendendo aos fãs da banda. Master & Slave é lançada como segundo single já no inicio de 1998, mas somente atinge o quadragésimo nono lugar nas paradas. Até hoje, nenhuma música do álbum foi ouvida em qualquer show do KISS, mas Bruce Kulick viria a tocar constantemente Jungle e I Walk Alone após sua saída da banda, inclusive ambas constam no álbum Live in the Galaxy , do Union, projeto de Kulick com John Corabi (ex- Motley Crue). No “easter-eggs” do KISSOLOGY vol 3, Disc 1 há um pequeno vídeo de cerca de 5 minutos com sessões da gravação de CARNIVAL OF SOULS: THE FINAL SESSIONS, inclusive um backing-vocal em Rain que acabou não entrando no álbum. O que é se sabe é que as sessões de todo o trabalho foram filmadas, mas o restante deste material permanece inédito.

Como fim do titulo do álbum sugere, THE FINAL SESSIONS marca o fim da era desmascarada da banda, com Bruce Kulick e Eric Singer, e deu aos fãs algo novo até o lançamento de um próximo álbum em estúdio (assunto para um outro post ). Semana que vêm abordaremos o retorno da formação original na Reunion Tour, até lá!

O cd em tom preto em coerência com a temática sombria do álbum.

NR: Conseguimos facilmente entender o porquê do grande receio em lançar este novo disco. Gene e Paul continuavam procurando o sucesso financeiro da banda nos anos setenta. A possibilidade da banda retornar com os membros originais e repetir a fórmula que havia funcionado no auge das vendagens do Kiss se tornou irresistível. Para que então arriscar com um álbum que era como um tiro no escuro, sendo muito diferente do que o Kiss havia feito até então, quase como o risco de uma nova empreitada comparável ao fracasso comercial de (MUSIC FROM) THE ELDER? A escolha foi óbvia e talvez financeiramente compensadora, mas destruiu a formação que criou dois álbuns excelentes.

Mesmo numa edição simples, o cd traz um anexo com o famoso Merchandising do Kiss.

O vazamento através da pirataria do disco e as acaloradas discussões entre os fãs, dos mais radicais seguidores do estilo inicial da banda aos mais novos e menos radicais que gostavam da mudança de estilo da banda, trouxeram a oportunidade para lançamento do álbum sem maiores compromissos e preocupações, já que a banda no momento deste lançamento já estava fortemente seguindo outras direções. Lembramos de ver o álbum a venda nas lojas brasileiras e inclusive achar que não era um lançamento oficial, tal a falta de divulgação e simplicidade da capa do cd, algo incompatível com os padrões dos lançamentos do Kiss.

Musicalmente – ponto que sempre consideramos o mais importante num lançamento de um cd – em CARNIVAL OF SOULS: THE FINAL SESSIONS percebemos uma continuidade e talvez evolução em relação ao anterior em estúdio REVENGE. Este sentimento de continuidade se dá principalmente pela manutenção do peso e na uniformidade que havia voltado no primeiro álbum desta formação. Nota-se, porém que a produção direcionou o álbum a ser mais próximo do estilo grunge que havia feito sucesso no inicio dos anos 90, com bandas como Soundgarden e Alice in Chains. A temática sombria do álbum se enquadra neste estilo, e é talvez a grande diferença entre CARNIVAL OF SOULS e o álbum anterior, REVENGE, que apesar de uma sonoridade também pesada, contém os elementos clássicos do grupo, o que quase não se ouve neste novo trabalho. Isto pode justificar o porquê dos fãs mais tradicionais que gostam de REVENGE não gostam (ou até odeiam) este CARNIVAL OF SOULS. As letras do álbum também têm um direcionamento mais sério e questionam problemas do cotidiano e até religião, como vemos em Hate, Seduction of the Innocent e I Confess. Em Hate, Gene insinua que Deus poderia ter raiva, já que nós somos feito à sua imagem e possuímos este sentimento. Em Seduction of the Innocent, Gene ironiza como alguns tipos de religião são exploradas hoje em dia, citando na letra “O padre parece bem alimentado, enquanto os fiés estão famintos dia a dia”. Paul Stanley atesta a preocupação na temática do álbum, afirmando que as letras foram a parte mais difícil na composição das musicas de CARNIVAL OF SOULS. Rain e It Never Goes Away são duas músicas que exprimem claramente algumas preocupações do homem com obrigações e responsabilidades. Não concordamos em rotular o álbum como o álbum grunge do Kiss. Achamos que o disco vai muito além do estilo que particularmente não somos grandes fãs. Podemos dizer que o álbum é uma grata surpresa. Novamente esta formação do Kiss acerta, com grande qualidade como um todo. CARNIVAL OF SOULS é um daqueles álbuns onde conseguimos ouvir do começo ao fim, sem perda de conteúdo das músicas. Podemos considerá-lo um dos nossos álbuns preferidos, sem pestanejar. Os destaques são as composições, onde Bruce tem indubitavelmente a maior participação em todos os seus anos de KISS e o show vocal de Paul Stanley, que a principio hesitou nesta linha proposta para o álbum, mas depois entrou de corpo e alma no projeto, se destacando principalmente em It Never Goes Away e Rain. A parte rítmica da banda novamente vai muito bem, com grande alternância de convenções durante o álbum todo. Gene novamente se mostra bem presente ao álbum trazendo excelentes contribuições, o que acaba mantendo o nível do álbum todo. Hate é uma senhora faixa de abertura, não devendo nada, por exemplo, a Unholy, do álbum anterior. Quanto a Eric Singer, apesar de um som de bateria um pouco diferente da gravação dos álbuns do Kiss, é notável novamente seu desempenho como excelente músico neste seu segundo álbum de estúdio com a banda. Vamos destacar algumas faixas do disco, embora como já mencionamos, gostarmos do trabalho como um todo. As harmonias vocais se destacam em Rain e Childhood´s End (com um coro infantil a lá Great Expectations – DESTROYER). A sutileza acústica esta novamente presente em I Will Be There (uma composição de Paul dedicada seu filho). O peso que havia retornado em REVENGE, é novamente destaque em Master & Slave, In My Head e It Never Goes Away. Há de se destacar também o uso de violoncelos na soturna I Confess. A música Outromental ficou definitivamente fora do álbum oficial e acabou somente aparecendo no BOX SET do Kiss (assunto para um post futuro aqui no Minuto HM). Para terminar o álbum outra surpresa: depois de quase doze anos com a banda, Bruce Kulick faz o vocal principal, em seu último registro oficial na banda, I Walk Alone, outro destaque que mantém o nível das excelentes composições do álbum.

O certo é que para nós o sentimento, em saber que Eric Singer e Bruce Kulick saíram da banda, foi de total decepção, principalmente se analisarmos o nosso apreço nos dois lançamentos inéditos com estes integrantes. De uma certa forma, depois deste fato, estávamos preparados para um período de lançamentos mais óbvios e da repetição da fórmula vencedora dos anos 70 – muito apelo visual e pirotecnia, mas os detalhes de como a formação original retornou serão tratados no próximo post, até !

Flavio Remote e Alexandre B-Side.

@minutohm: ganhamos nossa conta no Twitter!

•Friday, December 18th, 2009 • 1 Comment
Boas vindas ao Twitter - @minutohm

Boas vindas ao Twitter - @minutohm

Por ser um amante de qualquer coisa que possa ser considerada dentro do âmbito de tecnologia, vi nascer em 2006 e acompanhei, mas não tão de perto assim como faço com outras coisas, o nascimento do hoje consolidado serviço de micro-blogging chamado Twitter.

Sempre vi potencial no seu uso, como para o blog, mas não me apeguei a usar o serviço pois a maioria dos usuários da época falavam apenas “hoje está trânsito”, “hoje estou com fome” e outras coisas que são de relevância zero no mundo de informações que precisamos gerenciar hoje.

Com a explosão das chamadas redes sociais, principalmente entre 2008 e 2009, o Twitter se consolidou hoje como uma das mais importantes ferramentas de comunicação do mundo. Inclusive dentro das melhores empresas.

Mas vamos cortar para onde interessa, afinal, o blog é de metal, não de tecnologia…  :-) . Recomendo a todos que não sabem do que estou falando que pelo menos dêem uma olhada na internet sobre conceitos e funcionamento do serviço – em resumo, não dá mais para ficar de fora, pelo menos de como isso funciona de verdade.

Estava lendo coisas na internet no último domingo pela manhã. Parecia que aquele dia era perseguição: “bla-bla-bla fulano falou no Twitter”, “tra-la-la anunciado show via Twitter” e assim por diante. Parei por um minuto hm e… me rendi.

Sim, criei duas contas  de uma vez: a @dutecnic (www.twitter.com/dutecnic), minha conta particular, para seguir (e ser seguido) por amigos e outras contas – prefeitura, metrô de SP, ESPN, enfim, tudo que tiver interesse. E, claro, a @minutohm (www.twitter.com/minutohm).

O próximo passo seria entender direitinho como a coisa funciona. Já tínhamos algo por aqui no Minuto HM sobre artistas e bandas que já está “tuitando”, mas queria ver como a coisa realmente estava hoje em dia.

E realmente: hoje temos diversas contas oficiais de artistas e bandas do rock e metal, que é o que realmente interessa para nós. Alguns nomes que já adicionei para seguir com a conta do Minuto HM: Axl Rose, Guns n’ Roses, AC/DC, Glenn Hughes, Peter Criss, Bob Kulick, Paul McCartney, Slayer, Anthrax, Megadeth, Dave Mustaine, Dee Snider, Rob Halford, Van Halen, Slash, Ozzy Osbourne, Ace Frehley, Gene Simmons, entre outros…

Fora isso, aproveitei para adicionar revistas, fãs-clubes oficiais e publicações em geral, como a Rolling Stone, The Kiss Army, Metallica Remains, Metallica.com, Kerrang!…

Ao passo que você começa a seguir contas, é opcional que você passe a ser seguido ou não. Abaixo, o Glenn Hughes passou a seguir o Minuto HM (claro que o interesse dele é facilitar a comunicação dele, como informações de tours, etc.)…

Glenn Hughes (@glenn_hughes) seguindo o Minuto HM (@minutohm)

Glenn Hughes (@glenn_hughes) seguindo o Minuto HM (@minutohm)

Quais são as ideias para isso tudo? Bom, na verdade, há várias formas de explorar a ferramenta e seu uso no blog do Minuto HM… primeiramente, uma ressalva: o Twitter não é e nem pretendo que seja o foco do Minuto HM. O foco continuará sendo nossos posts e comentários no blog!

Mas a ideia inicial e básica é a seguinte: as vezes, não temos tempo (ou não há necessidade de) se criar um post no Minuto HM. Ou temos uma notícia rápida de uma banda ou artista. Ou temos fotos, vídeos e alguma informação curta de alguém rolando. É aí que entra o Twitter: basta dar o “RT” (re-enviar um twitter) para que aquele tweete seja enviado para todos os seguidos do Minuto HM e publicados, automaticamente, aqui no blog. E o bom é que isso pode ser feito facilmente através de um celular, por exemplo – estou usando bastante isso e “tuitando” para vocês muitas vezes no metrô, no banheiro :-) … onde estiver …

Obs.: ainda estou brincando de seguir artistas, bandas e outros meios que sejam oficiais… indicações são bem-vindas!

Bom, o próximo passo era ativar o widget no Minuto HM: coisa fácil, os mais atentos devem ter visto um novo item no frame da direita do blog do Minuto HM…

Widget do @minutohm

Widget do @minutohm

Rapidamente, uma explicação de como vocês verão as coisas acontecendo pelo blog: “RT”, como vimos, quer dizer que a conta @minutohm está repassando uma informação de outra conta. O que segue, por exemplo, @deesnider, @metalremais é da onde veio o tweet (o texto propriamente dito), que vem normalmente a seguir.

Aí vem outra coisa que, para quem não está acostumado, vai estranhar com certeza: URLs curtas. Endereços de internet começando com http://bit.ly, http://tl.gd … enfim, de novo, para não entrar no assunto de tecnologia diretamente, recomendo uma procurada na internet aos que desejarem conhecer mais sobre isso. Para o Twitter, que limita a 140 caracteres por tweete, é a forma encontrada para facilitar o uso de URLs grandes no texto usado – hoje, esse recurso também vem sendo explorado por empresas, pois pode até mesmo destacar a marca dela. Mas de novo, eu com a tal da tecnologia …

Mas há várias outras formas de usar: a conta @minutohm pode escrever seus próprios tweetes, claro (que aparecerão, por sua vez, aqui no Minuto HM). Vocês podem notar isso na tela acima, onde eu fiz um para o documentário do Orgullo, Pasión y Gloria do MetallicA que estava passando na MTV ontem…

Outra forma bacana é quem já tem contas no Twitter (pessoais) podem fazer RT para a conta do @minutohm. Não é necessário retransmitir, claro, tudo que essas fontes falam… mas o que realmente for nosso foco, vale mesmo a pena. É só olhar agora mesmo: temos coisas do Kiss, Anthrax, Rolling Stones, MetallicA, Guns n’ Roses, Twisted Sisters (Dee Snider), Glenn Hughes (que fez shows em São Paulo e Floripa esta semana), AC/DC …

Enfim, há várias formas que estou pensando para explorar a ferramenta. Vejam que interessante: quando estivermos em um show, ou na rua, e quisermos rapidamente colocar algo que esteja acontecendo, podemos usar o @minutohm para publicar de forma imediata o que está acontecendo… inclusive fotos e vídeos. Já testei e funciona muito bem aqui no blog: o Twitter armazena em um servidor “x” a foto e/ou vídeo que podemos enviar através do computador ou celular e faz automaticamente um destes links curtos (tiny URL) para acesso.

Os amigos do Minuto HM que tiverem interesse em usar a @minutohm para fazer RTs ou tweets próprios – que eu considero como segundo foco para o @minutohm – escrever nossas próprias coisas por lá dando a chance para os outros fazerem os RTs – me avisem para que eu possa indicar como fazer isso (pré-requisitos: acessar a conta do minutohm no Twitter, claro, e usar um simples campo de texto para escrever). Comentem por aqui quem tiver interesse para que eu possa entrar em contato diretamente para alinhamento…

Quem tiver sugestões ou indicações de contas, é só avisar também. O que eu garanto: em apenas 5 dias de (pouco) uso, parece que sempre tive Twitter… fácil de mexer depois de 10 minutos se “ambientalizando” e muito, muito poderoso para explorarmos para nosso querido Minuto HM!

Sigam: @minutohm .

[ ] ‘ s,

Eduardo.